quinta-feira, 9 de abril de 2020

Rumi

"Pull the thorn of existence out of the heart! 
Fast!
For when you do, you will see thousands of rose gardens in yourself."


"Puxe o espinho da existência para fora do coração!
Rápido!

Pois quando o fizer, você verá milhares de jardins de rosas em si mesmo ".

por Rumi


Foto: Eliane Sena


quarta-feira, 8 de abril de 2020

A Rosa de Sarom

Eu Sou a Rosa de Sarom, o Lírio dos Vales.
Qual o Lírio entre os espinhos, 
tal é o meu Amado entre os Homens.

O Bem Amado e a Bem Amada compara-se ao Lírio e a Rosa


Arte: The Official Josephine Wall
Fonte: Cânticos dos Cânticos 


terça-feira, 7 de abril de 2020

A ROSA, sempre a mais bela das flores

As rosas estão entre as mais antigas flores cultivadas. Admiradas pela beleza e perfume de suas flores, sempre serviram de inspiração para diversas formas de arte e literatura. 

A rosa tem sido utilizada através dos tempos e das civilizações como medicamento, alimento e símbolo, representando dinastias, medalhas, condecorações e dinheiro, sempre sem perder seu significado maior de beleza (BARBOSA, 2003). 

foto: Liliana Silvia Israele

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Historia da Rosa - 3

As Rosas estão entre as flores mais antigas em cultivo em todo o mundo, seja por sua beleza, perfume, qualidades medicinais ou uso culinário. Análises do DNA das Rosas mostram que elas devem existir há pelos menos 200 milhões de anos. O gênero Rosa é reconhecido por sua complexidade taxonômica devido, em parte, à hibridização, poliploidia e apomixia. 

O número de espécies descritas varia desde 30 até 4266, mostrando a dificuldade de definição existente, graças à diversidade morfológica que o gênero exibe. O gênero Rosa ocorre principalmente nas zonas temperadas do hemisfério norte e tem a Ásia como centro primário de diversidade. Poucas espécies de Rosa contribuíram para o desenvolvimento das cultivares modernas. 
Sabe-se que as Rosas foram trazidas ao Brasil pelos jesuítas entre os anos de 1560 e 1570, mas somente a partir de 1829 ocorreu o plantio de roseiras em jardins públicos. O uso das Rosas não é meramente ornamental, algumas espécies servem de alimento para animais silvestres, enquanto outras possuem propriedades fitoterápicas, produzem óleos e essências empregados na perfumaria e cosmética ou são utilizadas na culinária. 
A vibração do óleo essencial da Rosa se apresenta em 320Mhz

Fonte: ORIGEM, EVOLUÇÃO E HISTÓRIA DAS ROSAS CULTIVADAS , BARBIERI, Rosa L.1*; STUMPF, Elisabeth R. T.2

Foto: Eliane Sena, Provence , França

domingo, 5 de abril de 2020

História das Rosas 2 - Seu cultivo

É provável que as rosas tenham sido cultivadas pela primeira vez na China, durante a Dinastia Shen Nung, entre 2737 e 2697 a.C. O cultivo de rosas se tornou popular em 500 a.C., conforme relatado por Confúcio (561-479 a.C.), que escreveu sobre os jardins de rosas em Pequim (BARASH, 1991; SQUIRE & NEWDIDICK, 1991). Confúcio relatou que o Imperador da China possuía, naquela época, cerca de 600 livros sobre a cultura das rosas. 


Os chineses extraíam óleo das rosas cultivadas nos jardins do Imperador, para ser usado pelos nobres e dignitários da corte (FLOWERMONTHCLUB, 2003). 

As rosas eram muito abundantes nos antigos jardins da Pérsia (atual Irã), sendo que a palavra persa utilizada para “rosa” era a mesma utilizada para “flor”. De lá, elas foram levadas para a Babilônia, onde se tornaram símbolo de poder do Estado (SQUIRE & NEWDIDICK, 1991), estando também representadas em detalhes arquitetônicos das antigas civilizações da Síria (BARASH, 1991). 

As rosas possuíam também um alto prestígio na Ásia Central: a deusa indú Lakshmi – deusa da boa sorte, do amor e da beleza – teria nascido de uma rosa formada por 106 pétalas grandes e 1008 pétalas pequenas (SQUIRE & NEWDIDICK, 1991). 

Os habitantes da ilha de Creta, na Grécia, entre 2800 e 2100 a.C., registravam a beleza das rosas em suas jóias (BARASH, 1991). Escavações arqueológicas no Palácio Real de Minos, em Knossos, ilha de Creta, revelaram afrescos e peças de cerâmica mostrando que as rosas eram cultivadas naquele local em torno de 1800 a.C. Sappho, um poeta lírico grego que viveu em torno de 600 d.C., a chamou de “Rainha das Flores”. Na mitologia clássica grega, a rosa está associada com Afrodite, a deusa grega do amor e da fertilidade (SQUIRE & NEWDIDICK, 1991). 

Os romanos foram grandes apreciadores das rosas. No início, eles as traziam do Egito, mas como o suprimento não era capaz de atender à crescente demanda, os romanos iniciaram seu próprio cultivo de rosas. Eles criaram as primeiras casas-de-vegetação, com tubulações de água quente para manter as plantas suficientemente aquecidas para florescerem no inverno (BARASH, 1991). Durante o reino do Imperador Augusto, e na época do nascimento de Cristo, as rosas eram amplamente usadas na decoração de casas e tumbas. Elas eram indispensáveis nos festivais e nas relações amorosas (SQUIRE & NEWDIDICK, 1991). As rosas floresceram junto com o Império Romano, as castas nobres acarpetavam suas casas com pétalas de rosas, faziam camas com suas pétalas e usavam as flores para perfumar o ambiente. As mulheres romanas faziam uso da essência de rosas como perfume, e por acreditar em suas propriedades rejuvenescedoras, utilizavam-na também como emoliente para a pele. Nesta época, uma rosa pendurada no teto durante uma reunião, significava que o assunto discutido deveria ser mantido em sigilo. 

No início da consolidação da Igreja Católica, o confessionário geralmente tinha uma rosa branca pintada acima da entrada, ou um buquê de rosas brancas nas proximidades, significando a confidencialidade do local (BARASH, 1991). A rosa declinou com a queda do Império Romano, pois a igreja a considerou como símbolo de seus excessos. Por quase mil anos, as rosas foram cultivadas em obscuros monastérios. Em torno de 1200, a igreja voltou atrás, abraçando o símbolo da rosa – branco para a concepção imaculada da virgem Maria e vermelho para o sangue de Cristo. Contas de rosas eram tradicionalmente feitas de mistura aquecida de pétalas cortadas, sal e água que eram roladas até atingir o formato desejado. As contas eram unidas para formar um rosário, cuja tradução é “reunião de rosas”. O formato das rosas inspirou os grandes vitrais das catedrais medievais, como os de Chartres, na França. 

R. damascena, a rosa-de-Damasco, chegou na Europa com o grande comércio que iniciou com as Cruzadas no século XII. No entanto, esta rosa já havia sido introduzida na literatura por Virgílio, em 50 a.C. Cultivada desde a Idade Média, R. centifolia (rosa-de-Provence) era a favorita nas naturezas-mortas pintadas por espanhóis e holandeses nos séculos XVII e XVIII. 
Em 1789 a rosa chinesa, com a qualidade ímpar de florescer durante vários meses, foi introduzida na França e Inglaterra. Antes disso, as rosas cultivadas no ocidente floresciam apenas uma vez por ano, durante um curto período. A rosa-chá foi trazida logo a seguir, também do Oriente. Ambas são as ancestrais dos híbridos de rosas-chá de hoje (BARASH, 1991).  
A primeira coleção internacional de rosas foi organizada pela Imperatriz Josephine, primeira mulher de Napoleão Bonaparte. Ela as cultivava em jardins desenhados para mostrar, além das flores, também suas características. Josephine cultivou todas as 2.562 variedades conhecidas na época, incluindo Bourbon, centifólia, China, damasco, gálica, mosqueta, Noisette e rugosa (FLOWERMONTHCLUB, 2003). 
A partir de cruzamentos e retro cruzamentos destas rosas através dos anos, elas se tornaram o que são atualmente: em 1887 foram desenvolvidas as perpétuas híbridas, em 1867 as híbridas de chá, em 1875 as poliantas, em 1924 as floribundas, e em 1954 as grandifloras (BARASH, 1991). 

São raras as referências sobre a história das rosas no Brasil, mas é sabido que foram trazidas pelos jesuítas entre os anos de 1560 e 1570. As primeiras roseiras foram plantadas ao lado da Vila de Piratininga e suas flores eram utilizadas em solenidades religiosas. A partir da criação da Ordem da Rosa, em 1829, através da qual D. Pedro I homenageava os nobres por seus feitos, é que iniciou o plantio de roseiras em jardins públicos (PETRY, 2000). A citação literária mais antiga encontrada data de 1813, a partir da descrição do município de Roseira, cujo nome deriva-se do bairro localizado à margem do Caminho Real que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro. Segundo a tradição oral, o nome originou-se das rosas (rosa branca brava e a rosinha trepadeira denominada “mariquinha”) existentes à margem do caminho. Um manuscrito, existente na Biblioteca do Museu dos Ciclos Sócio-Econômicos do Vale do Paraíba, afirma que as rosas brancas e a rosinha trepadeira cobriam as cercas e divisas das propriedades ao longo do Caminho Real (CIDADEAPARECIDA, 2003). 

Fonte: ORIGEM, EVOLUÇÃO E HISTÓRIA DAS ROSAS CULTIVADAS ORIGIN, EVOLUTION AND HISTORY OF CULTIVATED ROSES 
BARBIERI, Rosa L.1*; STUMPF, Elisabeth R. T.2 


Foto: Eliane Sena - Casa das Rosas em São Paulo

sábado, 4 de abril de 2020

História das ROSAS - 1

Os chineses foram os primeiros a descobrir as qualidades medicinais das rosas: da polpa dos frutos pode ser feito um chá com propriedades diuréticas e das pétalas extraísse o óleo para uso no tratamento da pele e a essência para a perfumaria, sendo necessários 5 mil kg de pétalas de rosas para se produzir 1 litro de óleo essencial (GILL & POGGE, 1974).  

Algumas variedades cultivadas, principalmente R. damascena e R. gallica, são utilizadas para obter óleos essenciais e a água destilada de rosas. A essência extraída das pétalas é empregada como aromatizante em perfumaria e cosmética (SILVESTRE & MONTSERRAT, 2001).  

Os botões florais e as pétalas de algumas rosas (R. gallica, principalmente) são utilizados em fitoterapia, para uso no tratamento de algumas afecções dermatológicas, devido à riqueza em taninos. 
Os hipantos das rosas (em especial de R. canina), além dos taninos com propriedades adstringentes, são ricos em carotenos, pectina, D-sorbitol, vitamina C e ácidos málico e cítrico, sendo recomendados nas dietas para ganhar peso. 

No entanto, o principal uso das rosas tem sido, sem dúvida, em horticultura ornamental (GILL & POGGE, 1974). Muitas rosas são espécies pioneiras que colonizam naturalmente áreas alteradas (ANDERSON & EDMINSTER, 1954). Arbustos de R. canina foram usados como vegetação pioneira em um programa de implantação de florestas em planícies aluviais na Alemanha, ao longo do Rio Elba (GREGER, 2002). 

Durante séculos as rosas têm tido uso na culinária. Uma receita de confeitos de rosas, dos antigos romanos, é a mais antiga referência do uso desta flor como ingrediente. 

No século X, os persas exportavam água de rosas para quase toda a Europa, Ásia e norte da África e era comumente usada como aromatizante em bolos e biscoitos. No século XIV, as rosas eram usadas extensivamente em molhos para peixes e caças, e também em sobremesas, confeitos e conservas. No século XIX as rosas foram usadas como corantes e aromatizantes em chá, molhos, óleos, confeitos e conservas. O fruto de R. canina (rose hips) é usado em geléias, chás e é uma excelente fonte de vitamina C (DENSMORE & ZASADA, 1977).  Suas folhas podem ser adicionadas a outras ervas na preparação de chás e suas pétalas são usadas no preparo de confeitos, xaropes, molhos e vinagres (FLOWERMONTHCLUB, 2003). 


As rosas têm sido o mais importante produto da história da floricultura mundial, movimentando valores da ordem de dez bilhões de dólares anualmente (GUTERMAN, 2002). Embora existam flutuações no ranking mundial das flores de corte mais vendidas, a rosa sempre se posiciona entre as três mais procuradas (DAUDT, 2002). 

O Brasil é um grande produtor de rosas para corte, atendendo tanto o mercado externo como o interno, com grande potencial para aumento na produção (NOVARO, 2005). No Rio Grande do Sul, a rosa é a principal flor de corte produzida, sendo cultivada em 160 unidades de produção, 49% das quais a céu aberto, diretamente no solo, e 51% sob estufas plásticas (DAUDT, 2002). Na CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), são comercializados por ano cerca de cinco milhões de dúzias de rosas (BARBOSA, 2003). No entanto, há carência de mais dados a respeito da produção e comercialização de rosas no país, resultado da insipiente pesquisa relacionada.



Rosas silvestres proporcionam uma valiosa cobertura e alimento para a vida silvestre, especialmente pássaros e mamíferos, que agem como dispersores de sementes (GILL & POGGE, 1974), sendo também utilizadas como alimento por muitos ungulados domésticos e silvestres (MEYER, 2003).  
Foto: Eliane Sena

sexta-feira, 3 de abril de 2020

O óleo de Rosas - 1a. destilação


Inicialmente o uso do óleo de Rosas deu-se como um produto de higiene pessoal, pois era: 

  • excelente cicatrizante (físico e alma) ; 
  • limpeza da pele (devido a escassez de agua fresca); e 
  • rejuvenescedor da pele castigada pelo sol intenso. 


Com o passar do tempo, descobriu-se também sua utilidade no uso dos perfumes e cremes para a pele.


Nos estudos mais antigos, temos a informação que a primeira destilação da rosa foi realizada pelo físico, filosofo, medico  persa Avicena * que aperfeiçoou o método do uso deste óleo, e que por muitos anos depois ainda era usado pelos árabes e franceses.
As rosas utilizadas neste processo foram a Rosa Damascena (Turquia) e a Rosa Gallica (França). 



* Abu Ali Huceine ibne Abdala ibne Sina , 980 – 1037, Pai da moderna medicina e o conceito de quantidade de movimento linear, fundador do Avicenismo e da lógica avicenista, precursor da pioneira psicanálise, da aromaterapia e neuropsiquiatria, e importante contribuidor para a geologia.




Fonte: The little book of Roses , Flammarion ; https://pt.wikipedia.org/wiki/Avicena

Foto: Liliana Silvia Israele


Tabela de diluição dos Óleos Essenciais

Tabela  by Eliane Dornellas